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Revista · nº 16 · Fundación para la Confianza · outubro de 2021

Revista Por un Mundo sin Abuso (“Por um Mundo sem Abuso”) · Outubro de 2021: Dia dos professores e lacuna educacional

Número de outubro de 2021, pelo Dia dos Professores: o olhar de duas estudantes, o trabalho da Fundação nos liceos de Providencia, a educação rural na pandemia, a lacuna educacional no Chile e a experiência de uma docente migrante.

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Dia do professor

Retrato de José Andrés Murillo, diretor executivo da Fundación para la Confianza.
José Andrés Murillo · Diretor executivo, Fundación para la Confianza

A educação está em perigo e os professores têm a missão de salvá-la. Quando falamos de direitos humanos, devemos compreender a educação como uma experiência que vai muitíssimo além da mera transmissão de conhecimentos. De fato, a transmissão e a avaliação de conhecimentos objetivos não deveriam ser chamadas de educação, e sim de capacitação técnica, instrução. A educação é a experiência de entrar em um espaço simbólico compartilhado onde o mundo comum se mostra, se questiona, se indaga. O mundo, nesse sentido, tampouco é só um espaço físico onde acontece a trama natural, mas uma constante urgência relacional, ambiental, política. Trata-se de um espaço em construção, destruição e reconstrução. Um espaço em suspenso.

Ora, o papel do professor consiste em aproximar os estudantes dessa experiência sem angústia, desassossego nem medo, mas tampouco encobrindo-a com dinâmicas de transações avaliativas, como lamentavelmente ocorre no sistema educacional clássico. Porque, se a experiência de aprendizagem pode ser trocada por uma nota, uma avaliação “objetiva” significa que ela deixa de ser uma experiência real e se reduz apenas a uma certificação para a indústria educacional. E é aqui que o professor pode trazer de volta essa experiência de assombro, de fascinação, experiência de comunidade, de indagação do mundo.

A educação, a partir de um enfoque de direitos humanos, põe a experiência do humano sobre a mesa, como um desafio a compreender, construir e defender, o que não pode ser perguntado em uma prova de múltipla escolha, mas constitui o verdadeiro desafio, não individual e sim comunitário. Justamente o professor —que não pode continuar sendo considerado um mero instrumento que corrobora os conhecimentos objetivos— é o guia nesse desafio. Um guia também exposto na experiência da indagação, exposição humana que, longe de denegri-lo, o dignifica, e dignifica a própria experiência educativa comunitária.

José Andrés Murillo, diretor executivo da Fundación para la Confianza

Qual é a coisa mais significativa que um professor me ensinou?

Depoimento de duas estudantes do Colegio Santa María de la Cordillera

Estudante do quarto e último ano do ensino médio

Professoras e professores desempenham um papel fundamental dentro da sociedade, pois são eles e elas que educam as gerações do futuro. Muites delus dedicam a vida e se tornam não só profes exemplares, mas também modelos de vida inspiradores para as gerações que vêm.

Por isso, para mim, por trás de todo o teórico que pude aprender no meu colégio, que claro que aprendi e aproveitei bastante, estão os valores adquiridos deles e delas. Cada docente, desde o ensino fundamental, sempre me ensinou que tenho que confiar em mim mesma, nas minhas qualidades e aptidões; aprendi e me formei como pessoa graças a cada profe que esteve comigo sempre que precisei. Talvez eu possa esquecer as aulas e a matéria, mas jamais esquecerei as lições de vida.

Estudante do primeiro ano do ensino médio

Desde que me propuseram responder à pergunta, venho o tempo todo pensando nas diversas coisas que aprendi, além da matéria que ensinam. É impressionante como a maioria des professories deixou uma marca em mim, mas o que sempre mais destaco e recordo com muito carinho foi que uma professora foi a primeira a usar pronomes neutros comigo, mas não é a única: também outros usam a linguagem inclusiva e outros se encarregam de dar exemplos além do binarismo de gênero. Ainda que falte muito caminho a percorrer, sempre noto que estão constantemente tentando dar visibilidade e incluir a dissidência sexual e de gênero. Professories tiveram um impacto na minha vida, sobretudo na forma como se relacionam comigo: ao se tornarem um lugar seguro para mim como pessoa LGBTQ+, me ensinaram a me sentir aceito e orgulhoso de ser eu mesmo; sempre estiveram ali para me escutar, ainda mais em situações em que eu não me sentia confortável.

Providencia: uma comuna que se adapta às necessidades dos seus espaços educacionais

Notícias da Fundación para la Confianza · Por Diana Bernal

Há mais de quatro anos, a Fundación para la Confianza trabalha nos liceos municipais de Providencia (escolas municipais de ensino médio), gerando instâncias de capacitação e conversa, provenientes da nossa área de prevenção e educação para o abuso sexual em espaços escolares.

A formação integral é um objetivo de suma relevância na educação e está estreitamente ligada ao nosso entorno. Por isso a Corporación de Desarrollo Social de Providencia (entidade municipal de desenvolvimento social) decidiu incorporar ao projeto educativo das suas escolas temáticas relacionadas ao abuso sexual, à equidade de gênero e às diversidades sexuais. E, nessa tarefa, os professores cumprem um papel fundamental.

Em 2017, Providencia deu o primeiro passo junto com a Fundación para la Confianza ao acordar instaurar o programa Alianzas Para la Confianza (“Alianças para a Confiança”), que contempla um processo de acompanhamento e consultoria em torno da prevenção, da detecção e da correta intervenção em casos de maus-tratos e abuso sexual. Sob o abrigo dessa aliança, trabalhou-se tanto nos protocolos dos estabelecimentos educacionais quanto na capacitação dos seus funcionários.

A chefe das comunidades educativas da comuna, Monona Valdés, comenta que a primeira grande mudança nos docentes —e também nos assistentes da educação— foi “tomar consciência da importância de conhecer cada um dos procedimentos e passos que devo seguir diante de uma situação de violação de direitos”. Com isso, explica que compreender que essa responsabilidade envolve também os pais e responsáveis foi um marco.

Nessa mesma linha, assinala que os protocolos de ação vêm sendo aperfeiçoados a cada ano, na medida em que as comunidades e a sociedade mudam, mas sempre incluindo a normativa vigente nessa matéria. Os liceos 7, Carmela Carvajal de Prat e José Victorino Lastarria são alguns dos centros educativos que contaram com o apoio desse programa.

Após o trabalho iniciado sob as Alianzas Para la Confianza, a direção de educação de Providencia decidiu integrar novas instâncias informativas e de conversa, como palestras sobre gênero e diversidades sexuais a cargo de psicólogos e psicólogas da nossa Fundação. Isso tanto para gerar um clima de respeito quanto para atender as e os estudantes que manifestaram a ideia de transformar os liceos historicamente de um só gênero em mistos, transição que até hoje já se realizou em três estabelecimentos.

Quanto ao desafio para a docência e os demais corpos da escola, Valdés enfatiza que “há uma mudança não só do ponto de vista da infraestrutura, mas que tem a ver com uma mudança de cultura. Trabalhar diretamente só com gênero obviamente tem a ver com derrubar certos mitos ou formas de trabalhar em um estabelecimento”.

Além disso, a chefe de comunidades afirma que os professores valorizam o acompanhamento e as assessorias nesses temas que, às vezes, não dominam, pois tem muito a ver com a formação valórica pessoal. “Parece-me que os docentes, obviamente, se sentem mais seguros na hora de enfrentar uma situação com os seus pais e responsáveis ou com os estudantes”, acrescenta.

Valdés destaca também o papel dos professores como atores-chave no desenvolvimento do projeto de educação municipal de Providencia, os quais, com as ferramentas dadas, podem responder e educar de uma nova forma, considerando as mudanças, as necessidades e as diversidades dos seus estudantes.

Por fim, Valdés destaca o papel dos professores como atores-chave no desenvolvimento do projeto educacional de Providencia, os quais, com as ferramentas adequadas para enfrentar a mudança na comunidade escolar, podem responder às necessidades das e dos estudantes na sua diversidade.

Miriam Gómez: “A falta de conectividade à internet nas zonas rurais foi formando uma grande lacuna na educação”

Entrevista · Por Joaquín Mansilla

No nosso país existem 3.200 escolas rurais encarregadas de educar cerca de 200 mil estudantes. No marco da comemoração do Dia do Professor, é importante conhecer, por meio de depoimentos, as condições em que se encontram as e os docentes para realizar o seu trabalho e cumprir os seus objetivos.

Retrato de Miriam Gómez, professora, de camisa jeans, olhando de frente.
Miriam Gómez, professora da Escuela Básica de Coirón, Salamanca.

Miriam Gómez é professora da Escuela Básica de Coirón (escola de ensino fundamental) da cidade de Salamanca. Desde o início da pandemia, dá aulas on-line às turmas do primeiro e do segundo ano do ensino fundamental. Teve que se adaptar a esse novo formato de aulas, além de assumir as complexidades que a educação rural historicamente apresentou.

Por isso, Miriam se esforça diariamente para manter a atenção e criar um laço apesar das condições da pandemia. O coronavírus obrigou essa professora e a sua família a permanecer em casa, de modo que ser mãe, docente e chefe de família no mesmo espaço não tem sido um assunto fácil de abordar.

“Ser mãe, docente e chefe de família no mesmo espaço não tem sido um assunto fácil de abordar”

Um dos principais problemas que se apresentaram está justamente relacionado à conectividade nas aulas. “A falta de conectividade à internet nas zonas rurais foi formando uma grande lacuna na educação. Embora nós, professores, tenhamos assumido a tarefa de ir pessoalmente às casas dos alunos entregar o conteúdo, o fato de não poderem se conectar às aulas é algo que os limita. Aliás, nós mesmos pagamos planos de internet para que os nossos alunos possam acessar as aulas”, menciona Miriam.

Estudo e família

Outro fator de preocupação que Gómez considera é a importância que se dá à educação nas localidades rurais, pois “muitas famílias não permitem que as crianças vão com frequência às aulas. Não dimensionam o que significa a relevância da aprendizagem na escola. Muitas vezes, para elas o principal é o trabalho, e às vezes as crianças faltam às aulas justamente porque tiveram que ficar ajudando nas tarefas da casa”.

“Também o fato de que, em reiteradas ocasiões, tenhamos que ir à casa dos alunos tanto para entregar o conteúdo acadêmico quanto diretamente para repetir a aula nos gerou conflitos com as famílias mais de uma vez”, assinala Miriam.

Por isso, a educadora sustenta que “É muito importante que se considere a educação como um elemento crucial para enfrentar o mundo, e precisamos que se ofereçam facilidades tanto tecnológicas quanto de infraestrutura. Os resultados acadêmicos nos refletem que, apesar de enfrentar muitas condições adversas, as crianças são capazes de aprender e desenvolver uma ampla gama de competências”.

Papéis e espaços

Um dos aspectos mais significativos para a professora foi ter que adaptar o seu espaço pessoal às suas atividades de trabalho. Miriam enfatiza que “foi um período desgastante, principalmente porque é preciso ser mãe, filha, dona de casa e professora ao mesmo tempo. Muitas vezes os próprios pais e responsáveis não entendem isso e pensam que estamos disponíveis para resolver todos os assuntos 24 horas por dia, sete dias por semana”.

Devido a esse conjunto de fatores, em abril deste ano, um grupo de estudantes de jornalismo teve a tarefa de documentar visualmente os desafios que Miriam enfrenta diariamente. Convidamos a assistir ao curta documental chamado Profe...

Por: Joaquín Mansilla

Como a pandemia influiu na lacuna educacional do Chile?

Atualidade · Por Héctor Espinoza

Segundo dados do Mineduc (Ministério da Educação do Chile), durante 2020 a lacuna educacional aumentou 49% em comparação com anos anteriores. Sem dúvida, a crise sanitária influiu nessas cifras, que deixaram uma evidência ainda mais clara a respeito da desigualdade que existe entre estudantes ao longo do país.

Retrato de Andrea Osorio, de óculos, com blusa branca bordada.
Andrea Osorio, diretora de Aprendizagem para o Futuro da Fundación Chile.

O acesso à internet, a posse de dispositivos digitais e o espaço em que cada estudante viveu o confinamento são apenas alguns dos fatores que foram determinantes na hora de enfrentar um novo ano escolar durante a pandemia. Embora para alguns a educação a distância tenha sido uma possibilidade, nem todos os estabelecimentos puderam dar aulas não presenciais.

  • 49%aumentou a lacuna educacional em 2020 em relação a anos anteriores, segundo dados do Mineduc
  • 13.723estabelecimentos tiveram que fechar as portas, segundo a Fundación Chile
  • 3,7 milhõesde estudantes afetados, especialmente de escolas municipais
Cifras da lacuna educacional em 2020, segundo o artigo.

Da Fundación Chile, a sua diretora de Aprendizagem para o Futuro, Andrea Osorio, assinala que foram 13.723 os estabelecimentos que tiveram que fechar as portas. Isso afetou cerca de 3,7 milhões de estudantes, especialmente os provenientes de escolas municipais.

Para Osorio, a interrupção da trajetória educacional produz grandes retrocessos, que podem ter diferentes efeitos nas e nos estudantes de acordo com a idade, e por isso explica que “Uma criança de 4 anos hoje, desde os dois anos pode se encontrar sem interagir com pares, o que enfraquecerá as suas habilidades sociais e as suas capacidades de regulação e autorregulação para compartilhar com outros. A perda de hábitos de estudo, de rotinas acadêmicas, pode ser um elemento a considerar como retrocesso em estudantes de níveis mais altos”.

A falta de presencialidade, segundo Osorio, é claramente um fator que influi nos processos de ensino, devido à inexistência de espaços de interação entre estudantes, como pares, e com os docentes, afirmando que “Isso sem dúvida afetou o desenvolvimento de habilidades como a autonomia, a comunicação e a colaboração, ao mesmo tempo que gerou também ambientes inadequados para a aprendizagem, como são os ambientes de medo e incerteza”.

Diante disso, a ação do Estado é extremamente necessária, e a Fundación Chile acredita que a forma de abordar a lacuna pós-pandemia, além dos exercícios de reforço ou do trabalho de disciplinas isoladas, é por meio da revisão das metodologias de ensino. “O Estado chileno tem uma oportunidade de promover metodologias em que as e os estudantes participem ativamente, desenvolvendo diferentes produtos nos quais se cruzem disciplinas, conhecimentos sociais e necessidades do entorno que deem sentido e pertinência ao desenvolvimento desses produtos”, expressa a diretora de Aprendizagem.

Apesar das consequências que a pandemia causou no sistema educacional, Osorio resgata o questionamento que se produziu a respeito das metodologias de trabalho e do conteúdo na realização das aulas. Isso, junto com a consideração do bem-estar e do desenvolvimento socioemocional para alcançar a aprendizagem de forma adequada, são exemplos de um novo olhar sobre o ensino. “Sem dúvida alguma, é necessário repensar o que se espera que aprendam meninas, meninos e jovens, como aprenderão e de que maneira a inovação docente e o uso das tecnologias contribuirão para a obtenção de melhores aprendizagens que permitam ao Chile alcançar um desenvolvimento sustentável e o bem-estar dos seus habitantes”, finaliza Osorio.

Ser professora no Chile: as condições para dar aulas no nosso país a partir da experiência de uma docente venezuelana

Atualidade · Por Joaquín Mansilla

No marco da comemoração do Dia do Professor e da Professora, na Fundación para la Confianza tivemos o prazer de conversar com Ruth Castillo (32), docente venezuelana de Química no Colegio Chilean Eagles College de Las Vizcachas. Nesta entrevista, Ruth compartilhou conosco tanto as suas experiências exercendo a pedagogia no Chile quanto as de seus colegas.

Retrato de Ruth Castillo, de óculos, com um suéter amarelo.
Ruth Castillo, docente de Química.

Os recentes acontecimentos que afetaram as pessoas em situação de migração no Chile poderiam nos levar a concluir antecipadamente que qualquer depoimento seria composto por experiências em torno da discriminação e do racismo. E é que a crise migratória gerou ações arbitrárias por parte da cidadania chilena que lamentavelmente evidenciam um retrocesso importante em termos de convivência cultural.

Por isso a experiência de Ruth Castillo como docente do Colegio Eagles College de Las Vizcachas resulta chamativa e motivadora. Nesta entrevista, a professora conta como a comunidade educativa em que atua a acolheu da melhor maneira.

Esperar para exercer

“O que se precisa principalmente para exercer no Chile é ter o diploma revalidado e o visto definitivo. Esse processo costuma demorar 18 meses. Somando-se a isso o processo de busca e candidatura a um emprego, os professores estrangeiros no Chile facilmente levam até três anos para poder trabalhar sem nenhum problema. Devo reconhecer que tive sorte e que a minha experiência se afasta dessas barreiras, mas não por ter conseguido agilizar os trâmites, e sim porque a própria escola me deu a oportunidade de trabalhar em paralelo enquanto os meus papéis eram regularizados”, comenta Ruth.

“Conheço experiências radicalmente distintas entre colegas, isto é, uns encontraram trabalho de forma rápida e ágil, enquanto outros estão há mais de um ano e meio esperando para exercer.” Dessa maneira, Castillo enfatiza que as condições de trabalho do professorado migrante no Chile dependem consideravelmente da vontade de cada direção, o que revela uma importante falta de amparo por parte das instituições governamentais.

Ensinar e crescer no Chile

Ruth nos relata com agrado as suas vivências a respeito do tratamento que recebeu das chilenas e dos chilenos durante os seus quatro anos no nosso país. Conta-nos do bom acolhimento que recebeu dos colegas e das chefias, bem como das e dos estudantes que, além de lhe perguntar a cada cinco minutos o significado de algum termo venezuelano, não presenciou nem se viu exposta a nenhum caso de arbitrariedade.

“Estou muito contente de estar na escola. Certamente me permitiram crescer e me desenvolver profissionalmente. Cada espaço que o estabelecimento oferece, com vistas ao fortalecimento profissional, é um benefício para a carreira de quem, como eu, está de novo formando redes e robustecendo os seus antecedentes como docente.

Considero importante destacar isso porque, embora não tenha sido a minha experiência, conheço outros colegas, em outros estabelecimentos, que viveram situações em que a sua integração ou o seu reconhecimento como especialistas foi mais complexo”.

De todo modo, Ruth nos comenta que, se tivesse que escolher entre trabalhar no Chile ou na Venezuela, escolheria o Chile, devido ao nível de exigência e às competências que se desenvolvem no nosso país. “A única coisa que me custou um pouco foi me acostumar com o funcionamento administrativo e estrutural do sistema: nas escolas chilenas, a professora deve registrar tudo, da frequência às notas, no livro de classe, e isso no começo foi uma surpresa. De todo modo, acho que o nível de educação é positivo. Pelo menos eu não vi diferenças quanto ao conteúdo entre uma escola subvencionada e uma particular”, conclui.

Como enfrentar a educação on-line?

Conselhos · Línea Libre (linha de atendimento da Fundação)

  1. Adaptar-se à tecnologia e desenvolver a criatividade
  2. Ter em conta que, mais além das condições, o importante é que os alunos aprendam
  3. Organizar o seu tempo e comunicar o seu horário a todos os seus contatos
  4. Ter momentos definidos para relaxar e desconectar um instante
  5. Entender que este também é um processo de aprendizagem para professores e professoras
  6. Sobretudo, pedir ajuda quando se está sobrecarregada ou sobrecarregado e se precisa
Seis conselhos dos cartões da Línea Libre publicados na revista.

Sobre esta edição. Versão web da revista Por un Mundo sin Abuso nº 16 (outubro de 2021), publicada em PDF pela Fundación para la Confianza, com as erratas corrigidas e gráficos novos que resumem o conteúdo. As cifras correspondem à data da revista. A Línea Libre mencionada neste número está hoje suspensa. No depoimento das estudantes, os nomes foram retirados. Baixar o PDF original (em espanhol)

Equipe editorial. José Andrés Murillo, diretor. Verónica Uzcátegui, editora-chefe. Diana Bernal, Joaquín Mansilla e Héctor Espinoza, colaboradores. Cristhian Sotomayor, design gráfico e diagramação.

Tradução da Fundación Para la Confianza. Em caso de divergência, prevalece a versão em espanhol. Versão em espanhol.