Programa para comunidades escolares
Que cada escola saiba prevenir, detectar e responder
La Confianza en tu Sala trabalha com a escola inteira, num processo contínuo: direção, docentes, funcionários, famílias e estudantes. Ao final, a escola tem um protocolo ensaiado, pessoas preparadas para receber uma revelação e responsáveis com tempo para agir.
Por que trabalhamos com escolas
Quase todas as escolas têm um protocolo. Raramente foi ensaiado e, muitas vezes, ninguém com tempo disponível sabe o que fazer nos primeiros minutos depois de uma criança ou adolescente contar algo. A resposta chega tarde, pede-se à criança que repita o relato ou perde-se o prazo legal para denunciar.
O abuso sexual infantil ocorre sobretudo no círculo de confiança, e muitas pessoas levam anos para contar. Durante esse tempo, houve adultos por perto que a criança ou adolescente não via como uma via segura. O programa trabalha para que a escola os tenha.
Quem participa
O abuso ocorre numa rede de relações adultas em torno de crianças e adolescentes. Por isso, o programa trabalha com quatro grupos ao mesmo tempo.
A escola como organização
Política de proteção aprovada pela entidade mantenedora, protocolo ativo, código de conduta, canal de denúncia confidencial e uma pessoa responsável com horas atribuídas.
Todas as pessoas que trabalham na escola
Direção, docentes e funcionários, e também quem atua na portaria, nos pátios, na cantina e no transporte escolar.
Famílias e responsáveis
Que sinais observar, como falar do tema em casa e a quem avisar, de acordo com a idade dos filhos e filhas.
Estudantes
Módulos de prevenção por ciclo, quando os adultos da escola já estão preparados para receber o que contarem.
Como funciona
O nível de cada escola é definido com a nossa equipe a partir de um diagnóstico inicial.
Base de proteção
Os funcionários aprendem a reconhecer sinais, acolher uma revelação e ativar o fluxo de encaminhamento. As famílias recebem informação. A escola faz um autodiagnóstico e recebe a devolutiva sobre as suas lacunas.
Aprofundamento
Docentes da própria escola são formados para formar os colegas. As famílias recebem ferramentas para conversar e responder a uma revelação. A equipe diretiva recebe assessoria de acordo com as lacunas encontradas.
Sistema completo
A proteção fica a cargo de responsáveis com tempo e orçamento, com formadores internos, famílias integradas e módulos de prevenção para estudantes de cada ciclo.
O que distingue o programa
- Cada formação termina com uma avaliação prática. Ensaia-se o que fazer diante de um relato concreto; não basta a lista de presença.
- Cada atividade deixa um registro. Relatórios, atas e certificados que a escola pode apresentar quando lhe forem pedidos.
- A responsabilidade de proteger é dos adultos. O programa não a transfere para crianças e adolescentes.
- Não promete o que não pode cumprir. Nenhum programa escolar demonstrou, por si só, que reduz o abuso sexual infantil. O que a escola obtém são funcionários preparados, fluxos comprovados e responsáveis definidos.
- Segue padrões reconhecidos. Baseia-se no marco INSPIRE da Organização Mundial da Saúde, nos padrões internacionais de organizações seguras para a infância e na Lei chilena 21.809, que exige das escolas uma gestão preventiva da convivência escolar.
Algumas atividades do programa
Oficina Red que Cuida
Para todas as pessoas que trabalham na escola. Quatro horas presenciais para ensaiar a primeira resposta a uma revelação: acolher, conter e encaminhar, com simulação de casos.
Módulo para reuniões de pais
Duas horas presenciais sobre sinais, conversa em casa e a quem avisar. Inclui um questionário breve e a devolutiva dos resultados à escola.
Assessoria sobre o protocolo
Revisão, com a equipe diretiva, de como o protocolo funcionou na prática, com propostas de ajuste.
Prevenção com estudantes
Currículo de educação sexual preventiva por ciclo, aplicado pelos docentes da própria escola. Inclui as condutas sexualizadas entre estudantes de idades próximas.
Perguntas frequentes
Vão aumentar as consultas ou os relatos de famílias e estudantes?
É provável, e é sinal de que a escola passou a ser uma via segura. Por isso preparamos antes a direção, com um plano de comunicação e com a pessoa responsável pela convivência escolar disponível nessas semanas.
Por que os estudantes não participam desde o primeiro nível?
Ensinar a reconhecer e contar uma situação de abuso quando os adultos não estão preparados para receber esse relato deixa a criança ou adolescente sem resposta. Primeiro preparam-se aqueles que têm de responder.
Substitui o nosso protocolo?
Não. Revisa o protocolo, ensaia-o com quem deve aplicá-lo e ajuda a sustentá-lo ao longo do tempo.
Equipe de Prevenção
Conversemos sobre a sua escola
Escreva-nos para conhecer o diagnóstico inicial e a proposta para a sua comunidade escolar. Trabalhamos em espanhol.
Tradução da Fundación Para la Confianza. Em caso de divergência, prevalece a versão em espanhol. Versão em espanhol.
