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Revista · nº 11 · Fundación para la Confianza · abril de 2021

Revista Por un Mundo sin Abuso (“Por um Mundo sem Abuso”) · Abril de 2021: Dia Mundial contra a Escravidão Infantil

Número de abril de 2021, por ocasião do Dia Mundial contra a Escravidão Infantil (16 de abril): editorial sobre o abuso de poder, depoimentos de quem usou a Línea Libre (linha de atendimento da Fundação, hoje suspensa), números sobre trabalho infantil e exploração sexual comercial, entrevista sobre saúde mental e conselhos para pedir ajuda psicológica.

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Abuso de poder

Se juntássemos todas as crianças e adolescentes que vivem hoje em escravidão no mundo, em pleno século 21, encheríamos toda a Região Metropolitana, Valparaíso, Viña e o Grande Concepción. Sim, a escravidão infantil existe em 2021. E embora os números reais não sejam conhecidos, diversas organizações globais de direitos humanos estimam que pelo menos 10 milhões de crianças e adolescentes são, atualmente, vítimas de escravidão. Crianças-soldado, exploradas sexualmente, trabalhando em minas ou em casas particulares, transportando drogas ou em outras formas de escravidão. Também sendo vendidas para esses fins. O nosso poder de negação é tão grande que preferimos não ver essa realidade, mas não ver não faz a realidade desaparecer; ao contrário, a agrava, dá-lhe mais poder e nos deixa mais desprotegidos diante dela.

O poder dos adultos diante das crianças é tão grande, é tanta a assimetria estrutural que existe, que podemos ser testemunhas da maior brutalidade, como diante do abuso sexual, psicológico, físico, político. De fato, todo abuso infantil é sempre um abuso de poder, porque é o poder que se utiliza para causar dano. O poder foi tantas vezes abusivo que esquecemos que o seu princípio autêntico é o do cuidado. O poder surge na assimetria que reclama proteção, escuta, cuidado. A infância é também assimetria, e como humanidade é necessário compreender essa assimetria a partir do cuidado. Caso contrário, continuaremos normalizando situações existentes e inaceitáveis, como a escravidão, e também o abuso infantil em todas as suas expressões.

Valentina Correa, diretora (interina) da Fundación para la Confianza

Depoimentos

Mensagens de pessoas que recorreram aos canais de atendimento da Fundação

A saúde mental é muito importante e deve ser atendida. Compartilhamos depoimentos de algumas pessoas que recorreram aos nossos canais de atendimento.

“Muito obrigada, fez-me bem ser escutada. Escutou-me como eu queria e isso foi importante para mim”.

“Muito obrigada pelo seu tempo, foi breve, mas não faz ideia do quanto me serviu, ao menos, poder saber que alguém me lê”.

“muito obrigada, por favor continuem sempre fazendo isto”

“que divertido, muito obrigada por me escutar, adorei, é o melhor aplicativo que já usei na vida!!!! obrigada, obrigada, obrigada”

“muito obrigada, cuidem-se muito e alimentem-se bem <3”

“muito obrigada, não faz ideia do quanto valorizo que me tenha escutado, que me tenha entendido e que não me tenha julgado”

“muito obrigada, que tenha um ótimo dia, e um ótimo 2021. Estou tão agradecida ao senhor (à senhora). Nem imagina quanto”

“realmente muito obrigada por escutar, sinto que todos precisamos dessa ajuda em algum momento da vida. Vocês fazem isso de graça, o que, para quem não tem muitos recursos ou sente receio de ter que pedir ajuda, é muito gratificante. Espero que tudo de bom que faz volte para o senhor (a senhora) <3”

“este espaço é genial :), vou divulgá-lo a outros jovens”

“um abraço também para quem estiver atrás dessa tela, de verdade. Muito obrigada e descanse, amanhã será outro dia, abraços e que fique muito bem!”

Línea Libre: estamos aqui para escutar

Notícias da Fundación para la Confianza · Por Ignacio Flores

Dirigido a crianças e jovens de até 29 anos, este canal nasceu como um projeto da Fundación para la Confianza, em conjunto com o Ministério do Desenvolvimento Social e Família e as prefeituras de Providencia e Las Condes. É coordenado por psicólogos e psicólogas profissionais preparados para acolher, orientar e intervir eticamente em momentos de crise. Diego Riveros, coordenador da Línea Libre, comenta: “Para mim, trabalhar na Línea Libre tornou-se uma experiência única para favorecer instâncias de participação infantojuvenil, ter acesso a diferentes experiências e escutar múltiplos relatos de crianças e adolescentes.”

A plataforma conta com três meios de contato: um número de telefone (1515), um aplicativo liberado para Android e iOS e a sua própria página, www.linealibre.cl. Os contatos já são muitos, mais de 10.000 atendimentos, e eles revelaram dados dignos de análise.

  • +10.000atendimentos da Línea Libre
  • 81,2%dos usuários são mulheres
  • 51,9%dos contatos são de Santiago
Dados da Línea Libre citados na revista.

Por um lado, a maioria dos usuários são mulheres: 81,2% do total. Sobre esse dado, Riveros comenta: “Em geral, o conceito de bem-estar emocional não é alheio às diferenças de gênero que social e culturalmente influenciam essas dimensões. Funções como as do cuidado, do bem-estar emocional e do autocuidado são, lamentavelmente, associadas ao gênero feminino.” Riveros acrescenta que outro fator importante é que as mulheres são as que sofrem sistematicamente situações de violência de gênero e sexual.

Um dado significativo é que pouco mais da metade dos contatos (51,9%) é de Santiago; segundo o coordenador, isso se explica porque as campanhas de divulgação da Línea Libre foram realizadas principalmente na Região Metropolitana, já que a sede fica em Santiago. Riveros diz: “Este é um fator que temos de considerar para as nossas análises e fazer um esforço para chegar a outras regiões, entendendo as características do nosso atendimento, isto é, que é gratuito, confidencial e acessível a pessoas que se encontrem no Chile.”

Riveros esclarece que alcançar um público mais amplo é um objetivo deste 2021; a meta principal seria ampliar o alcance da Línea Libre e, para isso, uma das ações é dar a conhecer este projeto entre crianças, jovens e pessoas de outras regiões, e uma das chaves é o posicionamento nas redes sociais. Comenta: “Sabemos que este é um dos objetivos da Línea Libre para o ano de 2021. O ano passado foi um ano importante para a equipe, conseguimos consolidar o nosso modelo de atendimento e obter maior reconhecimento, tanto na articulação de redes como no público que atendemos.”

Fazendo um balanço do que significou trabalhar em um contexto totalmente novo, como foi a pandemia de covid-19, ainda vigente, Riveros comenta: “A experiência do ano passado nos ensinou muito, sobretudo a partir do trabalho de uma linha de ajuda psicológica. O trabalho de atendimento não presencial pode ser uma maneira de democratizar a saúde mental no nosso país, em que existem lacunas muito grandes de acesso a um tratamento psiquiátrico ou psicológico adequado.”

Por fim, Riveros analisa o exposto e afirma que a experiência da pandemia se reflete nos números, já que, por ser um atendimento remoto, foi a primeira e única oportunidade que algumas pessoas tiveram de falar sobre o que sentem.

Ignacio Flores

16 de abril: Dia Mundial contra a Escravidão Infantil

Atualidade · Por Carolina Castro

O UNICEF Chile considera trabalho infantil toda atividade laboral, remunerada ou não, realizada por crianças com menos de 15 anos, que atrapalhe o seu processo educativo regular ou afete a sua saúde e o seu desenvolvimento integral. A vulnerabilidade das crianças e a sua grande dependência das pessoas adultas as deixam expostas à possibilidade de serem exploradas ou escravizadas.

No Chile estima-se que cerca de 240 mil crianças e adolescentes trabalham. Desse total, 42 mil crianças e adolescentes dedicam um tempo superior a meia jornada (21 horas ou mais) a atividades domésticas. 85% são mulheres (Primeira pesquisa nacional sobre trabalho infantil e adolescente, OIT e Ministério do Trabalho, 2003). Esses números devem acender alarmes em todos os setores: as crianças e adolescentes estão dedicando horas extremas a tarefas de trabalho, o que contraria não só o seu interesse superior mas, em alguns casos, excede as normas internacionais e nacionais que regulam o vínculo trabalhista.

Em 2017, no Chile, mais de 219 mil crianças e adolescentes trabalhavam, sendo importante ressaltar que a norma chilena proíbe o trabalho infantil de pessoas com menos de 15 anos e estabelece que entre os 15 e os 18 anos é possível trabalhar, desde que haja autorização legal, os estudos não sejam interrompidos e não haja exposição a tarefas perigosas.

Segundo a lei, em nenhum caso as pessoas com menos de 18 anos podem realizar trabalhos que exijam força excessiva ou que sejam perigosos para a saúde, a segurança ou a moralidade. Estima-se que cerca de 197 mil crianças e adolescentes realizam trabalhos perigosos ou de risco (Ministério do Trabalho, 2017).

  • 240 milcrianças e adolescentes trabalham no Chile, segundo estimativas
  • 42 mildedicam mais de meia jornada (21 horas ou mais) a atividades domésticas; 85% são mulheres
  • 197 milrealizam trabalhos perigosos ou de risco (Ministério do Trabalho, 2017)
  • 219 milcrianças e adolescentes trabalhavam no Chile em 2017
  • 3.719crianças ou adolescentes, ao menos, envolvidos em exploração sexual comercial no Chile, segundo uma estimativa
  • 15 a 18anos: idades entre as quais a norma chilena permite trabalhar, com autorização legal, sem interromper os estudos e sem tarefas perigosas
Números citados no artigo, com as fontes que indica.

A exploração sexual e comercial de crianças e adolescentes é considerada uma forma de escravidão moderna. No entanto, no Chile não está tipificada como crime, embora seja uma realidade.

A exploração sexual comercial de crianças ou adolescentes é definida pela Organização Internacional do Trabalho como a utilização de uma pessoa com menos de 18 anos em atividades sexuais, sob a promessa de uma retribuição econômica (em pagamento ou em espécie), ou até mesmo sob ameaças. Para a Fundación para la Confianza e para a maioria das organizações dedicadas ao tema, a exploração sexual e comercial de crianças e adolescentes não deveria ser considerada uma forma de trabalho e, portanto, a OIT não deveria ser quem regula ou dispõe ações nesse sentido.

A exploração sexual comercial é uma violação severa dos direitos humanos das pessoas com menos de 18 anos, que corresponde a uma forma de exploração econômica assimilável à escravidão e ao trabalho forçado.

Uma estimativa realizada no Chile indica que há pelo menos 3.719 crianças ou adolescentes envolvidos nessa grave violação dos direitos humanos. É importante criar espaços de reflexão contínua sobre as práticas e os achados, pois isso permite que os implementadores das políticas sociais participem efetivamente do seu desenho e da sua reformulação, criando espaços de visibilização onde isso possa ser sancionado e onde não apenas se adira aos compromissos internacionais, mas exista algo formal em que se possa regular em favor dos direitos de crianças e adolescentes.

Carolina Castro

Prevenção da escravidão infantil: abrir espaços de conversa e reconhecer o problema

Atualidade · Por Marcela Valdebenito

A escravidão é um conceito que nos parece alheio à nossa realidade. No entanto, persiste no Chile e no mundo inteiro, afetando grande parte da população, principalmente as crianças e adolescentes, que muitas vezes são invisibilizados e têm os seus direitos violados. Por isso, é importante reconhecer e conscientizar sobre este tema para prevenir que essa realidade continue acontecendo.

Todo 16 de abril comemora-se o Dia contra a Escravidão Infantil, em razão do assassinato de Iqbal Masih. Um menino paquistanês, símbolo da luta contra a escravidão infantil, da qual foi vítima. Foi vendido pelo pai aos quatro anos a uma fábrica de tapetes, onde trabalhava doze horas por dia. Conseguiu escapar e tornou-se ativista pelos direitos da infância. No entanto, foi assassinado aos doze anos, enquanto andava de bicicleta.

A história de Iqbal conseguiu tornar visível uma realidade que vivem muitas crianças no mundo. Uma realidade muitas vezes invisível porque se acredita que a palavra “escravidão” está erradicada. No entanto, segundo um relatório da Organização Mundial dos Trabalhadores, estima-se que 218 milhões de crianças participam da produção econômica em nível mundial. Mais da metade são vítimas do trabalho infantil considerado escravidão, uma situação preocupante.

Por isso, para prevenir o trabalho infantil “é necessário conscientizar as comunidades e as pessoas em relação aos direitos das crianças e adolescentes (NNA), posicionar que são sujeitos de direitos e, sobretudo, eliminar aquelas normas sociais que normalizam ou invisibilizam essa prática”, explica Carolina Castro, psicóloga da Fundación para la Confianza. Além disso, acrescenta que se devem “promover meios e espaços educativos para capacitações sobre essas temáticas, tanto para NNA e suas famílias quanto para os organismos policiais e judiciais, motivando-os a se envolver na supervisão, detecção e erradicação do trabalho infantil”.

No entanto, o trabalho infantil é apenas uma das tantas formas modernas de escravidão infantil. A exploração sexual e comercial de crianças e adolescentes (ESCNNA) é outro exemplo de escravidão moderna. No entanto, no Chile não está tipificada como crime, embora seja uma realidade. Isso se explica principalmente “porque existe um desconhecimento de como opera a exploração sexual, além da invisibilização das experiências traumáticas das vítimas de exploração e da naturalização dessas práticas”, explica a psicóloga.

Uma maneira de prevenir a exploração sexual e comercial “é abrir espaços de conversa sobre essas temáticas, fazer um trabalho estatal centrado em quem exerce o abuso, assinalando que é um crime e não centrado em punir as crianças e adolescentes”, propõe Carolina. Além disso, acrescenta a importância de não naturalizar essa realidade e de lembrar que, quando um adulto utiliza uma pessoa com menos de 18 anos com propósitos sexuais, está cometendo um crime. Por isso, é necessário realizar um trabalho de sensibilização, já que, mesmo que a legislação se adeque, sem a resposta de um entorno que reaja e denuncie esses crimes, o seu efeito diminui totalmente.

Marcela Valdebenito

Desafios da saúde mental no Chile

Atualidade · Conversa da PUMSA com Josefina Huneeus, coordenadora de saúde mental do Colegio Médico (associação profissional dos médicos do Chile)

Um dos focos importantes que surgiram na última década é o da saúde mental, ramo historicamente ignorado pela sociedade. Hoje esse cenário mudou, mas ainda temos um longo caminho a percorrer. É nesse contexto que a doutora e coordenadora de saúde mental do Colegio Médico, Josefina Huneeus, conversou com a PUMSA.

Retrato de Josefina Huneeus, de cabelo longo e ondulado, com jaqueta escura e blusa azul.
Josefina Huneeus, coordenadora de saúde mental do Colmed: “A saúde mental é o parente pobre da saúde no Chile”.

A doutora comenta que, em primeiro lugar, é necessário falar da conscientização e da relevância que a saúde mental tem na saúde física, inclusive no dia a dia das pessoas. Acrescenta que no Chile temos avançado e que, no ano passado, por causa da pandemia, conseguimos ver a importância da saúde mental, já que começamos a ser afetados pelo confinamento; para Huneeus, isso acelerou o processo de tomada de consciência, mas afirma que ainda falta muito por conhecer sobre o que a saúde mental envolve e por compreender que “é uma área da saúde que tem características muito semelhantes às da saúde física e que historicamente teve muitos estigmas sociais e discriminação”, define a doutora.

Huneeus comenta sobre os preconceitos que ainda existem hoje em torno da saúde mental: “Eu acho que o mais global é que isso (a saúde mental) é uma invenção, que não existem doenças mentais, que tem a ver com uma questão de atitude, que a pessoa deprimida é preguiçosa, que a pessoa com esquizofrenia é louca, que a pessoa que se suicida é covarde e um monte de rótulos que temos porque as doenças da mente não se veem fisicamente, como a fratura de um osso”. A doutora opina que essas crenças podem ser vistas no cotidiano, por exemplo, na política ou na linguagem que todos e todas usamos. Outro estigma que temos é o de que as pessoas com doenças relacionadas à saúde mental são fracas, relacionado com a sensação de decepcionar as pessoas ao redor.

“Também existe o estigma de gênero, o da “mina” (gíria chilena para “mulher”) louca. Existem vários preconceitos associados às mulheres, por exemplo, que a mulher que se expressa emocionalmente ou que chora é uma “mina” histérica; quero pensar ou ver que isso tem melhorado”, afirma Huneeus.

A coordenadora da área de saúde mental do Colmed acredita que não só na saúde em geral se necessita de maior compreensão e entendimento emocional, mas que um espaço importante em que é preciso prestar especial atenção é a educação, e diz: “As escolas, para as crianças que têm as suas necessidades básicas cobertas e os seus direitos garantidos, são lugares de aprendizagem e socialização, onde pode haver muita aprendizagem, não só acadêmica, mas socioemocional e de outros elementos da vida; mas nos setores mais vulneráveis, que são a maioria do país, as escolas podem se tornar o único espaço protetor de crianças.”

Quanto ao papel que o Estado tem desempenhado na hora de promover e assegurar a saúde mental, Josefina Huneeus diz: “Sendo honestos, eu acho que a saúde mental é o parente pobre da saúde no Chile, em termos de priorização e de orçamento. Um pouco mais de 2% do orçamento da saúde é destinado à saúde mental; poder-se-ia dizer que só agora, a partir da criação do programa “Saludablemente” e das medidas que vêm sendo implementadas lentamente, há uma preocupação por parte do Executivo.”

Como análise geral, Huneeus diz: “Temos um modelo social, cultural e econômico que adoece as pessoas, é muito competitivo, muito exigente. As pessoas se veem obrigadas a render, aparentar, mostrar e ter, com um individualismo muito marcado, e isso também afeta a saúde mental, com muita desigualdade e muita dificuldade de acesso, para a maioria das pessoas, a uma boa qualidade de vida.”

Quando pedir ajuda psicológica?

Conselhos · Línea Libre

  1. Quando uma preocupação não tem soluçãoMuitas vezes há coisas que nos preocupam. No entanto, quando existe uma preocupação maior, não se consegue encontrar a solução e a pessoa se sente sobrecarregada, e as atividades cotidianas (comer, descansar, dormir) são afetadas, é possível pedir orientação a um psicólogo ou psicóloga.
  2. Quando as emoções repercutem no corpoSe as emoções repercutem no corpo, também é bom pedir ajuda. O suor nas mãos, as dores no peito ou no estômago e as situações de crise que não se consegue controlar são alguns dos sinais corporais que indicam que algo afeta a pessoa.
  3. Quando as relações com outras pessoas são um problemaQuando as relações que estabelecemos com outras pessoas se tornam um problema ou fazem sentir desconforto por diferentes motivos, também pode ser uma razão para falar com um psicólogo ou psicóloga.
  4. Quando a relação consigo mesmo é um problemaQuando a maneira de se relacionar consigo mesmo se torna um problema. Por exemplo, se a pessoa é muito autoexigente ou tem pensamentos negativos sobre si. É importante cuidar da nossa saúde mental, e por isso pedir ajuda a um psicólogo ou psicóloga será benéfico para a própria pessoa e para quem a rodeia.
Quatro dos cartões da Línea Libre publicados na revista.

Lembre-se de que, sendo criança ou adolescente e precisando de mais orientação sobre este ou outros temas, é possível falar com um psicólogo ou uma psicóloga da Línea Libre, de forma confidencial e gratuita, de segunda a sábado, das 10h às 22h. O contato se faz baixando o aplicativo Línea Libre, ligando para o 1515 ou acessando www.linealibre.cl.

Sobre esta edição. Versão web da revista Por un Mundo sin Abuso nº 11 (abril de 2021), publicada em PDF pela Fundación para la Confianza, com as erratas corrigidas e gráficos novos que resumem o conteúdo. Os números e as referências legais correspondem à data da revista. A Línea Libre mencionada neste número está hoje suspensa. Baixar o PDF original (em espanhol)

Equipe editorial. Valentina Correa, diretora (interina). Verónica Uzcátegui, editora-chefe. Nicole del Río, Ignacio Flores, Carolina Castro, Marcela Valdebenito e Josefina Huneeus, colaboradores. Cristhian Sotomayor, design gráfico, ilustração e diagramação. Endereço: José Ramón Gutiérrez 269, Santiago. E-mail: contacto@paralaconfianza.com. Telefone: 56 9 62272718.

Tradução da Fundación Para la Confianza. Em caso de divergência, prevalece a versão em espanhol. Versão em espanhol.